quarta-feira, 3 de agosto de 2011

...

Há tempos citei o quanto certas coisas e pessoas me faziam falta, e do medo de nunca mais sentir tal felicidade, que teve seu auge há anos atrás. Sentia-me sem chão, destes anos até hoje. Algo fazia falta. E até então, não sabia ao certo o que era.
Juntando fatos e acontecimentos, hoje, três de agosto de dois mil e onze, para minha surpresa, tudo se encaixou. E o que mais parecia um caso sem solução, teve apontados seus culpados.
Nada saiu do seu lugar, a não ser pedaços do meu coração, que estas pessoas tanto amadas levaram consigo... o erro, e é insano perceber e admitir, foi todo meu. Tive o descuido de não pegar um pedacinho do coração destes amigos, para preencher as lacunas que ficaram no meu. Eu deixei que isso me causasse dor, não tive a coragem de ir em busca deste sentimento, para o tornar completo novamente. 
E quanto a você, em especial, tantas coisas aconteceram no decorrer do tempo, discórdias, desencontros, mal entendidos... mas NADA mudou, pois quando é verdadeiro, sempre prevalece o amor. Tudo o que eu pensei um dia não existir mais, sempre permaneceu em seu lugar, e hoje eu pude ver... e sentir que em ti encontro conforto, em ti encontro alegria, em ti tenho confiança e meu ser não sabe viver sem o teu. E agora que eu pude ver todas estas coisas, meu bem, você nunca mais se livrará de mim, pois hoje, o sentimento tornou-se completo e eu nunca mais deixarei que ele se quebre novamente.
Ainda é tudo seu aqui... e sempre será!



terça-feira, 26 de julho de 2011

ilusão.

A dias tento e não consigo,
traçar sequer uma linha.
Tudo me remete ao comodismo,
de ficar aqui, sozinha.

Perdida em pensamentos,
encontro ilusão.
De sonhos congelados,
que talvez não se realizarão.

Não tenho certeza de nada,
vivo numa constante confusão.
Folhas acabam sua jornada,
e dão lugar a nova estação.

Agora traço linhas,
alienadas, mal acabadas,
Pois não sei se terei de volta,
minhas linhas imaginárias.

quarta-feira, 30 de março de 2011

pulsar.

Tem dias que é tão difícil transformar sentimentos em linhas,
me parece ter tanta coisa a escrever,
mas, muitas vezes as frases não são concebidas.

Em meu interior, colidem-se vários sentimentos,
comprimindo meu peito, me invadindo sem direito,
fazendo o pulsar meu acelerar, psicodélicos batimentos.

Gotas salgadas insistem em escorrer pela minha face,
por vezes sem minha permissão, sem inteção,
mas talvez, do meu corpo, seja o escape.

Se há motivos pra sorrir, é pq sei que alguém olha por mim,
bem no alto, e envia anjos sem asas, pra me ajudar a levantar,
abrir meus olhos, e ao meu coração, dar a chance de amar.

No seu abraço encontro paz,
nas suas palavras a verdade,
e no meu peito, morada já faz.

Desejo jamais perder sua proteção,
viver sem tua presença não conseguiria,
pois sem o amor, eu nada seria.

domingo, 23 de janeiro de 2011

o que me resta?

Como eu queria do peito arrancar meu coração, derramar em forma de palavras, toda a dor que o comprime, esmaga, dilacera.
Tudo o que me faz bem, em segundos se torna mal... dissimulado, fatal.
Silenciosamente, amigavelmente, acaba comigo, mata lentamente, meu interior.
Talvez seja tudo culpa minha... pq eu não sei dizer não?
mas como dizer não... as coisas que eu mais amo não conseguem andar juntas, mesmo tendo o mesmo objetivo, se colidem, me agridem...
pq escolher? não consigo!
Enquanto tantos não se comprometem, é como se por todos eu me comprometesse...
e todos acham que o comprimisso é só meu. Hipocrisia!

Pressão! não sei agir sob sua ação, mas é assim que gostam de me tratar!
O que querem me causar? Além da dor que me faz desmoronar?!
Minha vontade agora é sair correndo, fugir de tudo, todos...
correr até pingar a ultima gota de suor,
até o último vestígio de ar nos pulmões.
Soluçar até a última lágrima derramar,
gritar até a última corda vocal arrebentar.
Neste desatino, delírio, alucino...
da sanidade pouco me resta.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Dama da Noite

É no inicio do verão, em uma única noite, que desabrocha sua rara beleza, deslumbrante. Contemplam seu perfume e sua resplandecente aparência os seres noturnos, os diurnos, porém, desconhecem sua existência.
Após um ano, vem nos dar sua graça mais uma vez, mas só por uma noite. Benditos aqueles que os olhos podem vê-la e que a respiração pode inalá-la.
Ah Dama da Noite, mal sabes o que faz em meus sentimentos. Depois que meus olhos a viram, não sai de meus pensamentos. Assim como tu, na noite encontro meu lar, a madrugada me faz desabrochar, sinto a paz reinar. Das minhas entranhas brota a arte, em suas variadas formas, que me fascina, realiza. Mas é à noite, no silencio da lua a me fitar, que me sinto a vontade e posso demonstrar o que nasce de minhas mãos, dos meus pensamentos, do meu coração.
E ao contrario de ti linda dama, posso desabrochar em muitas noites, nas que me permitirem invadir, concedendo as estrelas a aplaudir.
O sol jamais conseguirá me acolher como a lua, pois na solidão da noite que encontro meu lugar, porém, um dia quero brilhar, além da luz do luar, do canto do rouxinol, ter também meu lugar ao sol.