domingo, 23 de janeiro de 2011

o que me resta?

Como eu queria do peito arrancar meu coração, derramar em forma de palavras, toda a dor que o comprime, esmaga, dilacera.
Tudo o que me faz bem, em segundos se torna mal... dissimulado, fatal.
Silenciosamente, amigavelmente, acaba comigo, mata lentamente, meu interior.
Talvez seja tudo culpa minha... pq eu não sei dizer não?
mas como dizer não... as coisas que eu mais amo não conseguem andar juntas, mesmo tendo o mesmo objetivo, se colidem, me agridem...
pq escolher? não consigo!
Enquanto tantos não se comprometem, é como se por todos eu me comprometesse...
e todos acham que o comprimisso é só meu. Hipocrisia!

Pressão! não sei agir sob sua ação, mas é assim que gostam de me tratar!
O que querem me causar? Além da dor que me faz desmoronar?!
Minha vontade agora é sair correndo, fugir de tudo, todos...
correr até pingar a ultima gota de suor,
até o último vestígio de ar nos pulmões.
Soluçar até a última lágrima derramar,
gritar até a última corda vocal arrebentar.
Neste desatino, delírio, alucino...
da sanidade pouco me resta.

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